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POESÍA DE AECIO KAUFFMANN

Aecio Kauffmann
doisonze@via-rs.net

Brasil

 

 

AECIO KAUFFMANN
Carióca-da-gema, nasci na cidade do Rio de Janeiro, ao tempo que "éramos" a capital da  Nação aos doze de abril do ano da graça de Nosso Senhor Jesus, o Cristo, de mil novecentos e trinta e um, em um subúrbio da Zona Norte, ainda hoje conhecido como Cordovil.

Na razão direta dos aumentos de vencimentos de um  Sargento Radiotelegrafista da Marinha de Guerra, meu pai, a família se desloca pelo eixo Duque de Caxias/ Estação Central da Leopoldina Railway, ganhando "status", rumo ao centro da Metrópole e, passando por Braz de Pina, Penha Circular, e outras " paróquias", vem se radicar ( e quase definitivamente)em Higienópolis .

Nestes deslocamentos, há duas ou três paradas, fora do grande eixo, derivadas de    transferências do "velho" para a Escola de Aprendizes de Marinheiro (Angra dos Reis), p'ra Ilha do Boqueirão

De Higienópolis (Bonsucesso), da Rua Carneiro da Rocha 41, os primeiros passos a caminho da imortalidade....

O marco inicial é o vetusto casarão de São Cristóvão,onde a acentuada inclinação   pelas letras  começa a revelar o literato  em mim latente...

Talvez as presenças de Clara Oiticica e do Mestre Clovis do Rego Monteiro ( dois monstros sagrados da língua nacional , à época do Pedro II - Internato,) me tivessem influenciado " o bastante", mas, seguramente, foi o nosso "quintoanista"  Jair Lessa Mota Reis quem responsável pelo meu inteiro desabrochar para as coisas do beletrismo, ao me iniciar na maravilhosa arte da literatura.

Através dele...os meus primeiros contatos com periódicos tais como : O Tico -Tico , o Gibi e o Globo Juvenil Mensal.....

Vencida a etapa relativa às segundas letras em 46 (as               primeiras eu aprendi , respectivamente, com uma professorinha de Angra dos Reis, com os Camargo ,em Cordovil , e num pequeno colégio do bairro do qual só me lembro da aparência do dono-diretor e único professor) eis-me, e por dois anos -47 e 48 -especializando-me em " arte cinematográfica" no Pedro II-Externato, lá na Marechal Floriano, só não recebendo o prêmio “O Poeira de Ouro”,em virtude da evidente má vontade do Chefe-de-Disciplina ( o magérrimo Sr Fontes ) e do não menos “atrabiliário" Guarda Amaral. Para os mais moços um esclarecimento: Poeira era a designação que se dava ao talvez,único cinema do Rio que não parava nunca e ficava , estrategicamente ao lado do  "China-Pau " , um restaurante popular onde as refeições estavam à altura dos duzentos réis e, portanto, " freqüentaderrimo pelo povão da época.

Ao final do ano de 1948, se desperta em mim uma Incrível, por inusitada, vocação para a carreira militar...Atribuo esta repentina inclinação talvez a existência, na família, de  alguns militares ( o Maj.Mário Dias Lima , meu tio-avô , o Cap. Helio João Gomes - casado com uma prima de meu pai- O bisavô ,já falecido naquele tempo, tinha sido Gen.do Exército Imperial e meu avô materno era Maj Médico...Ah! já me ia esquecendo do Cap.Mor,meu trisavô),      mas estou convencido que é meu pai, quem, e definitivamente, faz-me  aflorar a vocação.

Psicólogo nato e bastante habilidoso na abordagem dos assuntos que me diziam respeito... dele ainda guardo a frase impulsionadora: “Não quero vagabundos em casa!!! e complementando-a.... ou levas a sério os estudos ou tratas de pegar no pesado"

A argumentação é tão convicente, que acontece comigo o que antes já havia acontecido com o  "Pai do Vieira"...Um  estalo...

 

Um só.....Dose mais do que suficiente para me conduzir do Rio a Porto Alegre num " upa ".. E que  "upa..."

O ano de 49 já me encontra no sul-maravilha,na antiga Escola Preparatória de Porto Alegre ,fazendo pós-graduação  p'ra pingüim; um curso intensivo de gauchês e tomando chá de canudo.

 Naquela terra ,outras facetas da minha genialidade se põem à mostra.... A composição... Logo adiante... a harmonisação...e, ao fim do terceiro ano, a repetição em química, da qual me escapo,nem Deus sabe como.

 De qualquer forma, três anos mais tarde e aprovado por média, estou de regresso aos pagos fluminenses(embora eu seja Flamengo doente ) - para vir-me aquartaletrar na Academia das Agulhas Negras de onde em agosto de 1954 , não obstante alguns licenciamentos sustados,uma dependência em física, cadeias esporádica e um desligamento , sou declarado ( sozinho e com todas as honras que os meus companheiros declarados aos 08 de maio tiveram direito) Aspirante à  Oficial da Arma de Cavalaria ,iniciando uma carreira relâmpago e à luz dos inspirados versos de Castro Alves " não coram  os dos livros por se ombrearem com os dos sabres, nem coram os dos sabres por tocarem violão.."

 

E vim vindo por aí... as voltas com "O Petróleo ainda é nosso ? "...Roboré e outras mumunhas...Dez na sinalização da Amazônia e outros parangolés que, somados a uma discreta atuação na Legalidade ( quando acabei , por horas, no comando do meu regimento ) e um irredutível posicionamento em 64 , acabam por me cortar as asas da esperança de vir, um dia, comandar o Terceiro Exército com um QG avançado em São Francisco de Assis, aqui no Rio Grande do Sul.

A Redentora põe uma pá de cal na minha frescura e me manda exatamente para aquele lugar que vocês devem saber ou imaginar.

 Hoje, estou meio arranchado nas alturas do 989 da rua Garibaldi (...veja só a ironia do destino...) -aqui nesta minha cidade-mãe-adotiva e para que não haja nenhuma dúvida quanto à ironia de que falei, o bairro que antes era conhecido como Independência ,(acho que foi só p’ra me sacanear )  mudou de nome ...Agora é Marcílio Dias.

Excelentemente casado ( e bota excelentemente nisto)   e   pai das três mais lindas prendas deste São Pedro do Rio Grande do Sul ,estou naquela fase em que a gente está mais p'ra jacaré do que p'ra colibri...meio à disposição ( eu disse meio...)do Patrão Maior...,mas, devo confessar...tentando ainda pialar um sonho.

 

 

 

 



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