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/ Poemas de José-Augusto de Carvalho
 
 

 

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SE...

José-Augusto de Carvalho
Lisboa, Portugal

 

 

SE...

Lizete Abrahão

 

 

 

 

Se tu chorares, quero ser o lenço
que enxugue as tuas lágrimas de sal...
Se me deixares, eu serei o incenso
ardendo em teu sagrado ritual...

Se uma palavra tua tu me deres,
dela farei a lei definitiva...
Se tu disseres não, que não me queres,
barca serei, nos mares à deriva...

Se o teu olhar descer em mim, amor,
mitigarás a dor da minha fome...
Se o meu olhar cegar no teu fulgor,
bendita seja a flor que há no teu nome...

Se fores, num poema, o meu delírio,
Me deixa arder por ti, silente círio...

 

 

Se uma lágrima cair em uma taça de vinho
Ela se tingirá de vermelho ou dele fará sal
Se minha lágrima cair em uma taça de vinho
Vai sumir na cor e morrer no sabor celestial

Se uma palavra cair da boca contra o vento
Ela se fará brisa ou cantará na sua voz
Se minha palavra cair da boca contra o vento
Vai sumir no ar, morrer no seu canto veloz

Se um olhar cair da pálpebra em fundo lago
Ele será reflexo ou se verá firmamento
Se meu olhar cair da pálpebra em fundo lago
Vai sumir no reflexo ou morrer ao relento

Mas se um poema cair de mim na fantasia
Vai sumir em ti, em busca da poesia

 

 

 



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